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Quanto cobrar pela hora da sua quadra (e parar de deixar dinheiro na mesa)

Cobrar o mesmo valor o dia inteiro é dinheiro deixado na mesa — veja como montar faixas de preço por horário e por quadra.

Bruno Santiago

CEO & Fundador — Caiubi Tech

Publicado em 20 de agosto de 2026

o preço fixo é o buraco mais silencioso da arena

Pergunta pra qualquer dono: quanto você cobra pela hora da quadra? A resposta quase sempre é um número só. "R$ 110." Um preço, o dia inteiro, a semana inteira. Terça de manhã com a arena vazia paga o mesmo que sexta às 20h com fila na porta. Esse é o jeito mais educado de dar dinheiro de presente — cobra barato demais no horário que lota e caro demais no que ninguém quer. Quadra não é padaria: a hora das 20h e a das 10h são produtos diferentes, com demanda diferente, e deveriam ter preço diferente.

a conta que quase ninguém faz

Uma quadra de futevôlei (ou vôlei, beach tennis, futsal — a lógica é a mesma), 7h–23h, preço único R$ 110.

  • Pico (seg-sex 18h-22h), que já enche com fila: subir pra R$ 135 → +R$ 25 × 4h × 5 dias = +R$ 500/semana ≈ R$ 2.000/mês. Não perde ninguém (tem fila).
  • Morto (seg-sex 8h-16h): baixar pra R$ 70 e preencher 3 horários/dia → 3 × R$ 70 × 5 = +R$ 1.050/semana ≈ R$ 4.200/mês. Receita que não existia.
antesdepoisganho/mês
picoR$110R$135+R$2.000
mortoR$110R$70+R$4.200
por quadra+R$6.200

Uma quadra, seis mil por mês, só de parar de cobrar o mesmo preço pra produtos diferentes. Multiplica pelas quadras da arena.

como montar as faixas

Três faixas, com honestidade sobre a sua agenda real: Pico (lota sozinho — preço sobe; se tem fila, está barato), Normal (referência), Baixa (manhã/início de tarde — melhor R$70 ocupado que R$110 apagado; toda hora vazia é prejuízo que não volta). Baixar preço no horário morto não desvaloriza — cria preço pra um público que só joga ali (aposentado, quem trabalha à noite, mãe com filho na escola) e que hoje não aparece.

depois do preço, a garantia de caixa

Quem joga toda terça às 20h vira mensalista/reserva recorrente (horário travado, cobrança automática, receita previsível). Horário morto vira pacote ("compre 10 horas") — capital de giro adiantado. Pico lotado usa lista de espera (desistiu, entra o próximo automático). O que amarra: enxergar a ocupação de verdade por faixa/quadra — sem esse mapa, precificação é chute.

No Puakã você define preço por faixa e por quadra, deixa mensalista e pacote rodarem sozinhos, e vê o relatório de ocupação de cada horário. Teste 7 dias de graça e comece pela faixa mais fraca. Ver planos →

Perguntas frequentes

Como definir o preço por horário na minha arena?+

Separe a agenda em três faixas — pico (horários que já lotam sozinhos), normal (referência) e baixa (manhã e início de tarde). No pico com fila, dá para subir o valor sem perder cliente; na faixa baixa, um preço menor preenche horário que hoje fica vazio. Acompanhe a ocupação real de cada faixa antes de fechar os valores.

Baixar o preço no horário vazio desvaloriza a quadra?+

Não. Toda hora vazia é receita que não volta. Um preço menor na faixa baixa cria demanda de um público que só joga nesse horário — aposentados, quem trabalha à noite, pais com filho na escola — sem afetar o preço do horário nobre.

Como garantir receita previsível além de ajustar o preço?+

Transforme quem joga sempre no mesmo horário em mensalista com cobrança recorrente, venda pacotes de horas para ocupar a faixa baixa e use lista de espera nos horários lotados. No Puakã você configura preço por faixa e por quadra e acompanha a ocupação de cada horário. Veja os planos em /precos.

Bruno Santiago

CEO & Fundador — Caiubi Tech

Empreendedor com mais de 10 anos em tecnologia para esporte e negócios. Fundador da Caiubi Tech e criador do Puakã, sistema de gestão para arenas esportivas.

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